PACIENTE ESQUIZOFRÊNICO PODE LEVAR UMA VIDA NORMAL

julho 18, 2012

Por Carla Moura

Atualmente ouvimos muito falar sobre pessoas que sofrem de esquizofrenia, porém, a doença é antiga na sociedade mais passava despercebida pela falta de conhecimento das pessoas sobre o assunto.

A esquizofrenia somente foi descrita como doença no final do século XIX pelo psiquiatra alemão Emil Kraepelin, que a principio denominou o problema como uma demência precoce, devido à mesma ser diagnosticada na sua maioria em jovens.

De acordo com a psicóloga, Bruna Mara Freitas da Silva, a esquizofrenia é uma psicopatologia que está inserida nos transtornos psicóticos. Ela é caracterizada por uma “mente dividida”, onde não é possível discernir o que é real do que é fantasia.

A esquizofrenia pode ser desenvolvida em ambos os sexos, sendo que os homens o transtorno aparece precocemente, entre os 15 e 25 anos de idade, enquanto que nas mulheres o problema tende a aparecer entre os 25 e 35 anos.

Há casos também que a doença se manifesta na infância após os 5 anos, mas a esquizofrenia infantil é rara, e seu diagnostico nessa fase é difícil devido a dificuldade de diferencia – la de outros transtornos desenvolvidos na infância, como por exemplo, o autismo.

Causas da doença

A esquizofrenia é uma doença que não apresenta um fator específico para seu desenvolvimento, porém, há evidências que alguns fatores podem colaborar para que um individuo desenvolva a esquizofrenia como: fatores biológicos, genéticos e ambientais.

Apesar de não possuir uma causa definida as pessoas que sofrem desta doença apresentam alguns sintomas, que ajuda os médicos a diagnosticar o problema, como:

  • Delírios – a pessoa desenvolve a ideia falsas, sendo que geralmente cismam que estão sendo perseguida;
  • Alucinações – geralmente neste caso o doente imagina ouvir vozes ou pensamentos, enxergar pessoas ou vultos;
  • Alterações de comportamento – alguns portadores da esquizofrenia se tornam retraídos, agitados, impulsivos, agressivos, e em alguns casos apresentam tendência a se suicidar;
  • Discurso e pensamento desorganizado – o esquizofrênico geralmente fala de maneira ilógica e desconexa, demonstrando uma incapacidade de organizar seus pensamentos em uma sequência lógica;
  • Expressão das emoções – os pacientes portadores de esquizofrenia não conseguem expressar suas emoções, dificultando que as pessoas ao seu redor percebam quando eles estão tristes ou alegres.

Tratamento

O tratamento para os portadores de esquizofrenia tem como objetivo  controlar os sintomas da doença e também reintegrar essas pessoas a sociedade.

Os medicamentos antipsicóticos é o tratamento mais eficiente para a esquizofrenia, pois esses remédios alteram o equilíbrio das substâncias químicas do cérebro e podem ajudar a controlar os sintomas.

Porém, esses medicamentos podem causar efeitos colaterais como, por exemplo, sonolência, aumento de peso, tontura, nervosismo intenso, tremores, aumento do risco de desenvolver diabetes e colesterol alto.

A maioria dos pacientes que realizam o tratamento para esquizofrenia, precisam utilizar a medicação ininterruptamente para não ter recaídas.  Por isso, é de extrema importância que o paciente realize avaliações médicas periódicas.

Mas, se os medicamentos não tiverem fazendo efeito e o paciente tiver uma crise de esquizofrenia, o mesmo deve ser hospitalizado por motivo de segurança.

O papel da família no tratamento do esquizofrênico

Além, dos medicamentos a família é um elemento fundamental para a recuperação do doente. Porém, para que os familiares possam colaborar com o tratamento é preciso que os mesmos sejam orientados por profissionais sobre a doença.

Pois, a desinformação sobre a doença pode fazer com que os familiares inconscientemente tenham atitudes hostis, o que prejudica o tratamento.

Segundo a psicóloga, Bruna da Silva, os familiares do esquizofrênico precisam de tanto apoio quanto ele próprio. E afirma que é curioso que existam algumas políticas públicas para tratar o doente mental, mas não há nada relativo ao cuidado com a família.

“A família de um doente mental, seja de qual patologia for, sofre tanto ou mais que o próprio indivíduo, pois percebe seu ente querido tendo comportamentos que não condizem com a moral, com a educação e com o que comumente é feito pelas pessoas mentalmente saudáveis”, disse Bruna da Silva.

Existem algumas instituições especializadas em tratamentos de  transtornos mentais, que conseguem desenvolver um excelente trabalho tanto para o paciente como para a família.

No Vale do Paraíba podemos citar o trabalho realizado pelo Grupo de Fraternidade “Irmão Altino”, que no início do ano implantou na sua unidade o CAPS II ( Centro Assistencial Psicossocial),  que além da acolher o paciente orienta a família sobre o problema.

De acordo com a psicóloga, Bruna da Silva, a esquizofrenia tem tratamento e é possível que o doente leve uma vida normal desde que tome seus medicamentos e faça suas terapias. Afinal, vale a pena lembrar que a pessoa é maior que o seu problema.

Matéria publicada no Jornal Vale Vivo

http://issuu.com/jornalvalevivo/docs/edicao33

.

 

About these ads

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: